quinta-feira, 12 de março de 2015

Relações Ecológicas: Cadeia Alimentar

História em quadrinhos - Vamos Interagir de Forma Divertida no Mundo da Ecologia.

Autores: Francilene Neri e Marli Costa.


quarta-feira, 3 de setembro de 2014


Educação dos surdos no Brasil

Flipsnack – referente à atividade 04, para fins avaliativos.

            No sistema educacional brasileiro, ultimamente tem se falado e atuado muito quando se refere a democracia do ensino, tem sido abordados não só no âmbito da educação, mas também no que se refere à abordagem clínico-terapêutica sobre os indivíduos que não possuem ou possuem pouca audição e à temática sociocultural que envolve a surdez, mais tem enfrentado bastante dificuldades para formalizar uma relação definida que é a de promover escola de qualidade para todos.
            E quando se discute o funcionamento linguístico na surdez, a construção das diferentes ideias relacionadas à percepção da sociedade ou do mundo se torna muito mais complicado, pois cada um tem seu conceito e muitas vezes até apontando a melhor solução para uma comunicação compreensiva.
            No entanto a realidade em que vivemos é muito mais complexa do que imaginamos, pois a maioria de surdos e mudos no Brasil vem e estão acostumados, a um relacionamento sem interação, já que seus familiares, amigos, escola e sociedade, é um público ouvinte sem retorno.  No que se refere à questão anatômica e fisiológica do corpo humano tem-se que o sistema auditivo não estabelece relação nenhuma com a “falta de fala” no indivíduo surdo. Tanto isto é verdade que existem muitos surdos que conseguem falar oralmente, a problemática envolve uma questão ainda mais precoce: a aquisição de linguagem, segundo algum conhecedor do assunto, no caso de uma criança que ainda não tenha completado dois anos de idade e seja diagnosticada como surda, a possibilidade do desenvolvimento normal da linguagem diminui drasticamente, isto ocorre em decorrência da ausência do feedback auditivo (ou retorno auditivo), fundamental no processo de aquisição de linguagem na criança onde, através da audição, ela escuta as demais pessoas falando e, desta forma, também adquire linguagem.
 Diferente do que propõe leis e projetos que foca a interação linguística, propondo o reconhecimento da língua de sinais. No entanto, a língua de sinais é muito abrangente já que influencia na identidade, na cultura e não somente na experiência linguísticas que esses indivíduos possam vir a ter.
            Vejo que a cultura surda é bastante enfraquecida, pois nas escolas de nosso país, desenvolver e trabalhar essa questão estão muito diversificados, não tendo um projeto fixo para essa inclusão, colocando na dúvida os próprios deficientes, que veem tantos meios de opção como comunicação total, bilinguismo, a língua de sinais, português sinalizado e até mesmo a língua oral.
Mas, na verdade não se sentem amparados por nenhum desses métodos, pois são meios que podem ser adquiridos com a implantação de fonoaudiólogos e educadores capacitados junto à escola inclusiva qualificada, diminuindo assim os vestígios de indiferença e anormalidade sem discriminação, já que muitas dessas escolas não estão preparadas para receber nem um cadeirante até mesmo para uma visita escolar, pois falta a principal acessibilidade, a rampa.
Mas mim alegra saber que já foi um grande avanço considerando há alguns anos atrás, onde a comunidade surda era excluída sem a menor chance de desenvolvimento cognitivo e interativo, sendo privada de uma qualidade de vida favorável. Pois de acordo com o sistema educacional brasileiro, libras ou ensino da língua brasileira de sinais devem ser garantidos nos cursos de formação de educação especial, de fonoaudiologia e de magistério.
É necessária, uma real manutenção das escolas bilíngues para que ocorra uma verdadeira inclusão na sociedade e um entendimento concreto dos familiares, acredito que é na escola bilíngue que se asseguram as condições necessárias a uma educação digna para esse público.
A educação especial tem regras e rumos parecidos à educação comum, em geral, onde ambas se buscam, responsabilidades, critérios para atingir e trazer benefícios à aprendizagem para todos os cidadãos.


Referências:


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

DEFICIENCIA AUDITIVA E SURDEZ - NAPNE

Esse vídeo nos passa algumas informações, é sempre bom ficarmos atentos assim podemos compreender determinadas situações e como enfrenta-las de maneira correta.

Vídeo sobre deficiência auditiva

Vídeo sobre deficiência auditiva

DEFICIÊNCIA AUDITIVA
.Eu achei esse vídeo bem interessante, pois é mostrado através de teatro de bonecos o que pode prender a atenção e provocar a curiosidade das crianças para que elas possam interagir entre ambos, o foco do vídeo é passar para o publico a importância do diagnóstico o mais rápido possível assim à criança e a família pode ser ajudada e preparada, para viver sem conflito, sofrido por parte das pessoas que não entende principalmente entre as crianças que não convive com uma cultura e uma orientação das escolas voltada para essa questão, daí surge o bule por falta de informação e preconceito. O apoio da família é fundamental, no final do vídeo é retratado também um depoimento e um dialogo esclarecedor.

https://www.youtube.com/watch?v=RjrwjUZgxE0

ARTIGO CIÊNTÍFICO:

HISTÓRIAS DE VIDA SURDA: IDENTIDADES EM QUESTÃO

Publicado em 1998
Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre

Autor(es): Gladis Perlin ( professora e investigadora)
É preciso conhecer esse trabalho lindo e riquíssimo que a professora gaúcha pós-graduada desenvolveu, baseada em todas as suas experiências e vivência como surda, com muitos questionamentos, reflexões e posições onde ela retrata seus sentimentos, conceitos sobre a causa que ela levantou bandeira “identidade surda” resolveu estudar, investigar o cotidiano de vários surdos e mudos e apresentou por meio de entrevistas, um trabalho que ela descreve como:

 “Gladis Perlin  longo, sofrido e com muita persistência de processo pessoal de construção e desconstrução de valores, conceitos, visões de mundo, cultura, língua, etc. Toda a reflexão aqui contida foi o resultado de leituras novas, que me fizeram pensar o sujeito surdo relacionado com referenciais móveis constituídos pelos discursos. As relações que tento fazer nesta pesquisa transitam por muitos aspectos, tais como: as subjetividades, as identidades culturais, as relações desiguais de poderes que se interpelam e se narram cotidianamente”.

Veja um pequeno trecho do depoimento de um dos surdos que ela entrevistou, vale a pena conferir, pois é apenas um, de vários.
Não sei como me descobri surda. Acho que ser surda é uma consequência normal que somente se descobre a diferença com o tempo. Eu sentia o silêncio do ser surdo. Creio que aconteceu por acaso.
Negavam-me os contatos com LIBRAS, eu e minha irmã também surda fomos oralizadas. Tínhamos pouquíssimos sinais, nos comunicávamos através de mímica. Era uma comunicação pobre. Sentia que eu e minha irmã falávamos com os ouvintes e não éramos entendidas.
Atualmente sinto raiva quando não entendo e não sou entendida. Acostumei-me a ser surda. Meu sonho é ser ouvinte, o que gostaria muito. Sinto-me com crises de nervosismo e tensão por ser surda. Isso me deixa desnorteada, revoltada pela situação. Sonho sempre em ser ouvinte. Sinto-me triste por não poder ir mais longe. Sinto que estou numa loucura para poder ser ouvinte.
Gostaria de ouvir música, tenho vontade de comunicar-me pelo telefone.
Sinto que poucos me aceitam como surda. Quando estou com ouvintes não aguento. Eles começam a falar entre si e eu tomo uma atitude qualquer, ou peço licença para ir fazer outra coisa.
P. Em tua família acontece a pressão para falar como o ouvinte? Sim. Chamei de Popi meu cachorro. O nome dele é Bobi. Minha mãe insistiu em corrigir-me até que eu conseguisse pronunciar bem o nome. “Fale certo, por favor,” é a frase que tenho de ver sempre em seus lábios. Apesar de minha idade, ela diz que eu tenho necessidade de aprender muitos fonemas. Quando minha irmã se formar vai me ensinar a oralizar certo (F.).

Fonte:
http://www.porsinal.pt/index. Php?PS=artigos&idt=artc&cat=20&idart=153



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quarta-feira, 30 de abril de 2014


BIBLIOTECA NA ESCOLA - TRABALHO EM PARCERIA QUE FLUIU RESULTADO

A Escola Municipal de Ensino Fundamental José de Alencar, localizada no município de Beberibe situado no litoral Leste do Estado do Ceará confiou e acreditou em um compromisso com professores e a associação local que já trabalhava com o projeto Itaú “leitura na comunidade”.

A ideia partiu do coordenador pedagógico Laudo Simões de Lima Junto com o professor do 2º ano Dimas Monteiro Vicente, em 2011 quando aderiu e batizou o projeto biblioteca na escola, atendendo as crianças de (1º ao 5º ano) e Pré-adolescentes até os 12 anos de idade fazendo atendimento a 106 crianças, ambos percebendo a deficiência de leitura e aprendizagem principalmente entre as crianças da Educação Infantil.

Com o apoio dos pais, conselho escolar e a secretaria de educação a Prefeitura Municipal de Beberibe permitiu que os professores envolvidos no projeto e voluntários da comunidade local, fossem capacitados, para o auxílio da leitura e aprendizado dessas crianças, disponibilizando uma equipe de formadores orientadores em acompanhamento constante, a cada mês acontecia três capacitações para um público de seis Professores, três representantes do conselho escolar e dez sócios da comunidade a fim de melhorar os índices medidores da educação da localidade e do no município, a escola passou a receber várias doações de material favorável à leitura e a associação foi agraciada pelo o banco Itaú com diversos kits educacionais incluindo a arca da leitura uma coleção de 60 livros.

O foco principal da escola é promover a devida importância em incentivar o gosto e o hábito da leitura de maneira lúdica e prazerosa. A partir da visão crítica do coordenador de que os alunos poderiam transformar a leitura em um hábito comum e da importância da oralidade para a própria vivência deles em sala e fora do ambiente escolar favorecendo sua linguagem foi que surgiu essa preocupação inicial, e em seguida a elaboração dessa atividade para que se pudessem amenizar os problemas de leitura existentes na turma, pois a leitura é o primeiro passo para que a criança cresça e se desenvolva. 

Os métodos usados para explorar o projeto foram, envoltos a todo o Momento Literário, em apresentação dos livros, o toque, as figuras que representavam Apresentação da mala viajante em que cada aluno era sugerido a levar livros para casa de diversos gêneros diferentes, Leitura em dupla, Leitura em Família, Escolha e leitura de um livro para a turma, sorteio de temas relacionado aos livros para o momento de exploração, Apresentação oral e escrita feita pelos próprios alunos opinando o assunto lido ou expresso. Esse momento funcionava todos os dias na escola com ajuda do corpo docente, e em dias alternados e finais de semana era disponibilizado na associação pelos os demais voluntários capacitados.

A escola obteve um grande sucesso em relação ao incentivo e o habito de se ler entre os alunos, assim os mesmo passam a interpretar, a escrever e ler de maneira fluente, através do empenho e dedicação a todos os envolvidos e a Educação do Município de Beberibe. Tanto foi o resultado satisfatório que a escola ficou em 2º lugar entre todas as escolas do município, com índice de melhor resultado na prova  do SPAECE ALFA (PAIC), com os alunos do 2º ano, sendo considerada escola nota dez, onde foi homenageada.
 Mas isso reflete e mostra que o sucesso só é “possível quando todos lutam pela mesma causa, andam de mãos dadas, estado, município, professores, alunos, sociedade e família”.

  Referência: Culminância do projeto “Biblioteca na Escola”